dezassete | a bem da nação…

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Arquivo por Categoria | 'cultura'

Encontrar a definição exacta de design gráfico não é uma tarefa simples. Não por ser uma área particularmente difícil de delimitar, mas porque, durante largos anos, ninguém procurou fazê-lo com exactidão. Por vezes, nem mesmo o designer gráfico sabe ao certo qual a amplitude e a abrangência das suas competências. Barnard (2005, p. 10) confirma-o: «definições satisfatórias do que é o design gráfico são difíceis de encontrar», e reforça dizendo que «alguns dicionários ingleses nem sequer incluem as palavras “graphic design/er” e, quando o fazem, as definições não são, regra geral, de grande utilidade».

Essa ausência de referências acreditadas leva muitas vezes à procura de definições alternativas, e a melhor forma de introduzir qualquer tentativa de explicar o design gráfico talvez continue a ser a enunciação da célebre frase de Aaron Burns: «a comunicação ideal é de pessoa para pessoa. Tu vês-me, ouves-me, cheiras-me e tocas-me. A televisão é a segunda forma de comunicação; tu vês-me e ouves-me. A rádio é a seguinte; tu ouves-me, mas não me vês. E depois vem a comunicação impressa. Tu não me consegues ver nem ouvir e, portanto, deves ser capaz de interpretar o tipo de pessoa que eu sou pelo que está impresso no papel» (White, 2002). Obviamente, o design gráfico não se esgota num só suporte físico, mas, levado às últimas consequências, é disso que se trata – veicular um conceito, ideia ou opinião através do uso e organização de elementos gráficos. Ou, como articulado por Hollis (1994, p. 7), «o design gráfico é o ofício de criar ou escolher marcas e arranjá-las numa superfície para comunicar uma ideia».

17º Curtas de Vila do Conde

17º Curtas de Vila do Conde

De 4 a 12 de Julho, a Nefasto esteve presente no 17º Festival de Curtas de Vila do Conde, no lindíssimo e recentemente restaurado Teatro Municipal de Vila do Conde, que mais uma vez deu a conhecer ao público o que se faz de melhor no panorama do cinema de curtas metragens, tanto nacional como internacionalmente.

Para além de fazer parte dos seleccionados para este festival na categoria TakeOne! com o filme “O Direito À Infelicidade“, os membros da Nefasto marcaram presença como espectadores e apaixonados do cinema à espera de ver bons filmes e encontrar mais obras dignas de admiração e culto. De facto, o festival esteve à altura dessas expectativas e presenteou-nos com uma boa selecção de filmes, (fossem eles de ficção, documentário, animação…) filmes/concertos e uma organização digna da reputação do festival.
De entre tudo o que vimos, destacamos a nova produção da Zed Filmes, nossa conhecida das paragens de Coimbra, com o excelente “El Justiciero“, o vencedor da Competição Nacional “Canção de Amor e Saúde” com o músico Norberto Lobo a sair do seu habitat natural e a revelar-se como protagonista, e ainda o muito subvalorizado (na nossa opinião, claro) “The Ground Beneath“, que se contentou com o modesto Prémio Curtinhas, mas que na opinião de alguns foi sem dúvida o melhor filme em competição.

Só nos resta agradecer a cordialidade da organização do festival, pela maneira como fomos tratados e dizer que foi uma honra enorme estarmos presentes como seleccionados entre tantas e tão boas obras e outros cinéfilos e cineastas de qualidade. Esperemos que para o ano se possa repetir…

Li recentemente na revista Blitz do mês de Junho, na coluna Observatório escrita pelo Gimba, uma crónica que me agarrou e me fez notar o quanto pertinente e transversal a inúmeras áreas ela conseguiu ser. Passo então a transcrever na íntegra o dito artigo denominado “Obesidade Musical”:

É já para a semana (26, 27 e 28 de Maio) a quarta edição do Encontro de Comunicação e Design Multimédia de Coimbra, organizado pelos alunos finalistas do curso homónimo da Escola Superior de Educação. A nefasto tem a sua quota parte na organização do evento, pelo que não podia deixar de sugerir uma visita. O site é este e o spot é isto:

De entre os oradores convidados, aproveito para destacar o jornalista Carlos Pinto Coelho (apresentador do saudoso Acontece, na rtp2), o designer de comunicação Nuno Coelho e o ilustrador Manuel Morgado.

E agora isto:

Porque pretendemos que a quarta edição do Encontro seja de partilha, interacção e convívio, há muito mais para lá do que está no programa! Discussão informal e directa entre participantes e oradores durante os coffee breaks, encontros informais dos participantes para um café e uma bebida, um jantar-conferência de encerramento e outros momentos espontâneos patrocinados pelo Encontro.

25 de Abril

Pássaro do Twitter

Pássaro do Twitter

Começou com uma notícia talvez não directamente relacionada com o assunto, que relatava o modo como (esse incompreensível fenómeno que é) o Twitter pagou pouco mais de quatro euros pelo pequeno pássaro ostentado na página inicial do serviço, que entretanto se transformou num ícone cultural reproduzido à escala mundial (não sendo um caso isolado, no que diz respeito a símbolos usados pelo Twitter), e uma das principais imagens de marca do site. O preço irrisório pago pela imagem resulta do facto de esta ter sido adquirida através do iStockPhoto, um site de venda e compra de direitos de uso sobre imagens ditas de stock (imagens de livre utilização pela comunidade, gratuitamente ou mediante o pagamento de uma pequena taxa).

Surpreendentemente, não é raro encontrar empresas que confiam plenamente a sua imagem de marca a ícones adquiridos através de serviços semelhantes, cortando com os custos associados à criação de uma identidade (s.f. conjunto de elementos que permitem saber quem uma pessoa é) – o que, convenhamos, levanta um considerável número de sérias questões, sobre as quais prefiro não me debruçar para já.

Tudo isto me levou, na verdade, a pensar um pouco sobre um curioso fenómeno, muito frequente no seio do design gráfico em geral, mas com maior incidência no design de identidade e no webdesign, que dá pelo nome de crowdsourcing (também conhecido por trabalho especulativo), e que consiste na atribuição de uma dinâmica de concurso ao processo criativo, dando ao cliente a possibilidade de apresentar o seu projecto perante um grupo de designers independentes, espalhados pelo globo, que podem ou não optar por iniciar o trabalho, paralelamente com os restantes membros da comunidade. Os designers que aceitam o desafio competem então entre si, apresentando publicamente a sua proposta e, após a data limite definida pelo cliente, este escolhe aquela que melhor se adequa às suas necessidades. Caso mais de 25 propostas diferentes sejam apresentadas, o cliente é obrigado a escolher uma, mesmo não estando totalmente satisfeito.