Eis o resultado quase final do último desafio que propusemos a nós próprios… Adaptar uma história original do José Carlos Fernandes (”O Direito à Infelicidade”) para animação, usando sombras chinesas e alguns (pouquinhos) retoques digitais. Foi bem mais difícil do que inicialmente imaginámos, mas a experiência foi muito enriquecedora. Só nos resta esperar que o resultado não faça ninguém sangrar espontaneamente dos olhos. Obrigado!
Dez 30
(Dinheiro gasto anualmente na Europa e nos Estados Unidos em comida para animais)
(Cuidados de saúde e nutrição básicos para o mundo inteiro)
(Dinheiro gasto anualmente em perfumes, no mundo inteiro)
(Custo estimado para o fornecimento de água potável para o mundo inteiro)
(Dinheiro gasto anualmente em produtos cosméticos nos Estados Unidos)
(Educação básica para todas as crianças do mundo)
(Dinheiro gasto anualmente no Natal, nos Estados Unidos)
(Dezasseis anos de comida, água e educação para o mundo inteiro)
Dez 24
A bem dizer, a Nefasto odeia o natal, por motivos com os quais não tencionamos perder o vosso tempo. No entanto, e se tiver mesmo de ser, desejamos a todos um bom e não necessariamente feliz dia 25 de Dezembro, natalício ou não. Esse desejo estende-se aos restantes 364 dias até ao próximo (e asfixiante) natal. Obrigado pela companhia…

Dez 24
Tu disseste:
agora procuro o desígnio da vida. às vezes penso encontrá-lo num bater de asas, num murmúrio trazido pelo vento, no piscar de um néon. escrevo páginas e páginas a tentar formalizá-lo. depois queimo tudo e prossigo a minha buscaEu disse:
eu não faço nada. fico horas a olhar para uma mancha na paredeTu disseste:
e nunca sentiste a mancha a alastrar, as suas formas num palpitar quase imperceptível?Eu disse:
não. a mancha continua no mesmo sítio, eu continuo a olhar para ela e não se passa nadaTu disseste:
e no entanto a mancha alastra e toma conta de ti. liberta-te do corpo. tu é que não vêsEu disse:
o que é que isso interessa?Tu disseste:
…nada.- Tu Disseste, Mão Morta
Dez 19
Em parte para justificar a falta de tempo, vontade ou criatividade por que tenho passado ultimamente, no que à escrita diz respeito, deixo um pequeno excerto de um livro que não consegui acabar (pensando bem, mal comecei), e que a Nefasto tentou aproveitar para uma curta-metragem, coisa que também não correu da melhor forma.
Não lhe imaginando outra finalidade, cá vão os primeiros parágrafos do segundo capítulo…
Dez 17
Venho aqui buscar as asas
Dos meus sonhos de menino
Neste chão e nestas casas
Foi crescendo o meu destinoDepois, parti p’ra longe, sem saber
Que aqui ficava muito do meu ser[...]
Ver no rosto desta gente
Espelhar-se a minha infância
É como se eu, de repente
Fosse de novo criançaSe alguém quer desprezar sua raíz
É porque se esqueceu que foi feliz- Pode Ser Saudade, Jorge Fernando
Dez 08
Falando para uma comunidade próxima, e atenta, gostava de salientar algo que, por defeito, nos atinge a todos nós, interessados e realmente apaixonados pelo que fazemos.
Estamos no fim da jornada académica, que o ensino sup(inf)erior do sector público tem para nos oferecer. Daria pano para mangas falar e queixar-me de professores, instituições, métodos, matérias, disciplinas, ou falta delas.
Quero antes, e com isto, tirar o tapete debaixo dos pés de muita gente, falar dos futuros “profissionais” de design que vi de perto e acompanhei por vezes. Talvez pareça voltar a espada para o lado contrário, mas os importantes, sentirão a mesma indignação que eu.
Será fácil falar de algo que nos irrita e constrange mas que, principalmente, fica bem dizer, porque estamos na situação morna do queixume fácil. Mas será que o designer se constrói como tábua rasa onde tudo assenta? Espera-se de um curso a solução milagrosa para o sucesso?
Dez 01