No passado recente, e durante um considerável período de tempo, assistimos a uma evolução significativa ao nível da identidade visual das empresas, principalmente na área da prestação de serviços. Levou algum tempo até que a representação visual fosse tida em conta por estas companhias, mas nos nossos dias podemos dizer que uma boa parte delas possui já uma imagem cuidada e apelativa.
No entanto, temos visto também, recentemente, uma estagnação nesta área, havendo uma forte tendência para a redução dos estímulos ao seu estado mais puro. Tal é verificável em empresas que, numa ânsia incontrolável de simplificar a imagem, depositam a totalidade da sua identidade numa só cor. Apesar de tal estratégia se ter revelado proveitosa em alguns casos, prevê‐se que essa a mesma acabe por se saturar, em parte devido ao impacto negativo que o excesso de estímulos semelhantes tem nos consumidores.
A Infesto é uma empresa de multimédia que se pretende destacar pela diferença, por acreditar que a identidade visual deve ser única, deve reflectir a personalidade, objectivos e ideais da empresa. Porque só mostrando do que é feita, poderá mostrar o que pode fazer, e oferecer assim um serviço transparente, como é seu desejo.
identidade, s.f., do Lat. identitade, conjunto de elementos que permitem saber quem uma pessoa é;
A resposta a este desafio, de criar uma identidade única, apelativa e, ao mesmo tempo, capaz de transmitir aos potenciais clientes o espírito criativo da empresa, exigiu um profundo conhecimento dos ideais, objectivos, e direcções da empresa, alguns dos quais foram previamente descritos no briefing do projecto.
Entre eles destacam‐se:
À partida, resumir estes aspectos chave num só conceito visual exige detonar alguns dos conceitos base do design corporativo dos nossos dias, principalmente a já referida tendência para a simplificação dos estímulos. Assim, o resultado final procura vencer o mercado não através de emboscadas psicológicas, nas quais os potenciais clientes são levados a preferir uma determinada empresa em detrimento de outra, mas sim através do apelo ao bom senso do consumidor, e da sua identificação ou não com os ideais desta. Vale o potencial risco que a empresa pode correr, a nível de mercado, a troco da vontade de transformar o design (enquanto indústria) numa área menos genérica.
Nov 02
Este artigo foi publicado Domingo, 2 de Novembro de 2008, às 0:06, na categoria Design Gráfico, Portefólio, identidade. Podes acompanhar as respostas a este artigo através do respectivo RSS 2.0. Podes deixar um comentário, ou fazer um trackback a partir do teu próprio site.
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